Margarida - Professor de Ilustração - Amadora
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Margarida

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Desenho para todos os níveis e idades e Preparação para o Exame Nacional * Professora de artes visuais, investigadora em educação artística e designer gráfica

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Super professora

Margarida é uma das nossas melhores professoras de Ilustração. Possui um perfil de qualidade, um diploma verificado, um rápido tempo de resposta e ótimas avaliações por parte dos seus alunos!

Sobre Margarida

Atual Doutoranda em Educação Artística, pelo Instituto de Educação e pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, Licenciada em Arte Multimédia, pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa (+ Universidad Complutense de Madrid, no programa Eramus +) e Mestre em Design e Publicidade, pelo IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação, apresenta relevante experiência em ações de formação informal a crianças e jovens. Formadora certificada pelo IEFP (certidão de CCP - Certificado de Competências Pedagógicas, ex-CAP), foi colaboradora no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, responsável pela mediação cultural das exposições a diversos grupos, bem como esteve envolvida na concretização de workshops no museu. Colaborou também nas oficinas da Culturgest, na vertente artística, com crianças e jovens.
Em 2016 foi vencedora do concurso Prémio Paula Rego.

Em contexto informal, foi escuteira e fez voluntariado num campo da cruz vermelha de asilo, na Bélgica, onde desenvolveu atividades de trabalhos manuais com crianças e adolescentes.

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Sobre a aula

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Aulas de Artes Visuais para Todos os Níveis e Idades.
Sessões de artes visuais com uma abordagem flexível e personalizada, pensadas para acompanhar o desenvolvimento individual de cada estudante — seja por curiosidade, paixão ou preparação para exames.

Estas aulas adaptam-se a diferentes objetivos, desde o fortalecimento das práticas artísticas à preparação de provas específicas, como o Exame Final Nacional de Desenho A e o Exame Final Nacional de História da Cultura e das Artes. O foco está não só no aprofundamento de conhecimentos, mas também na construção de estratégias eficazes para enfrentar os desafios dos exames com confiança e consciência crítica.

O trabalho desenvolve-se através de exercícios práticos que abordam técnicas e materiais diversos, promovendo uma evolução constante na prática do desenho.

Cada percurso é único. Por isso, o plano de estudos e as metodologias são ajustados às necessidades e objetivos de cada estudante.

Notas adicionais:
-A primeira aula é gratuita e funciona como momento de diagnóstico e conversa: uma oportunidade para conhecer as motivações do estudante e delinear um plano de trabalho ajustado às suas metas.
- É possível a emissão de certificado, mediante solicitação;
- A aquisição de materiais fica a cargo do estudante.

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  • Como descobriu e quando começou a praticar esta atividade?

    A minha primeira memória é de uma senhora a pintar o muro da minha escola. Lembro-me do fascínio que senti - não tanto pelo que ela estava a pintar, mas pelo simples facto de alguém poder estar ali, em plena luz do dia, a desenhar livremente.

    Esse encanto foi incentivado pela minha mãe, que teve um papel fundamental nesse percurso. Sempre me permitiu a experimentar, a sujar as mãos, a explorar sem medo. Comprava-me tintas, papéis e telas, e foi assim, nesse ambiente de liberdade e descoberta, que o desenho se foi entranhando no meu dia a dia - não como uma obrigação, mas como uma extensão do meu modo de estar.

    Ainda hoje acredito profundamente nesse espírito de experimentação. Acredito que brincar, testar, errar e começar de novo são partes essenciais de qualquer prática artística. E tento sempre preservar essa leveza nos meus projetos e nas aulas que dou.
  • Quais são os artistas e/ou as obras de arte que mais a inspiram?

    São muitos os artistas que me inspiram, mas destaco alguns:

    Paula Rego, pela sua capacidade de contar histórias com múltiplas camadas através de imagens singulares.
    Cyril Pedrosa, no universo da banda desenhada, pela sua sensibilidade em captar o quotidiano - expressões, gestos e momentos simples - e integrá-los em narrativas densas e complexas.

    Craig Thompson, também na banda desenhada, pela variedade de soluções gráficas que utiliza, adaptando com mestria o estilo visual ao tom e ao ritmo de cada situação.

    Brecht Evens, por dominar a representação da luz e do escuro.
  • Quais as qualidades necessárias, para além da paciência, para se ser bem-sucedido nesta área?

    A cooperação e a partilha.

    Costumo fazer os mesmos exercícios que proponho aos meus alunos - acredito que só assim se cria um verdadeiro espaço de troca, onde todos aprendem com todos. Desenhar é, muitas vezes, uma experiência solitária, mas quando partilhada pode ganhar outras camadas e tornar-se uma oportunidade única de comunhão - um momento de participação conjunta.

    Sempre que posso, desenho ao lado dos meus alunos, e faço-o por várias razões. A primeira é simples: quando se faz algo acompanhado, torna-se mais interessante. Há partilha, cumplicidade, e a sensação de que não estamos sozinhos nesse processo. A segunda razão é que, ao partilhar o mesmo exercício, conseguimos ver diferentes resultados e abordagens, o que nos ajuda a refletir sobre os caminhos que poderíamos ter seguido - tanto para os alunos como para mim. E, por fim, há uma razão mais pessoal: ao longo de todo o meu percurso escolar, do ensino primário à universidade, tive apenas um ou outro professor que desenhava. Isso diz muito sobre a distância entre aquilo que é pedido aos alunos e aquilo que os professores estão dispostos a fazer. Muitas vezes exige-se entrega ao ato de desenhar sem que essa entrega exista do lado de quem ensina.
  • Um conselho para nos ajudar a progredir e não desanimar no processo de desenvolvimento de projetos?

    Acredito que um dos maiores obstáculos ao progresso é a expectativa de que o resultado final tem de ser sempre brilhante, imediato ou parecido com o trabalho de alguém que admiramos. Muitas vezes entramos num processo criativo já com uma ideia fixa do que deveria sair dali - e isso pode ser profundamente limitador.

    O meu conselho é simples, mas exige persistência: desenhem todos os dias. Criem o hábito, mesmo que o desenho não vos pareça "bom". Não tem de ser um desenho complexo, pode ser apenas uma linha, uma forma, uma ideia solta. O importante é manter o corpo e o olhar em movimento. O desenho não precisa de um lugar ou tempo ideal - pode acontecer no autocarro, numa pausa para o café, ou numa folha solta enquanto se espera por alguém.

    E não tenham medo do erro. O erro é, muitas vezes, o lugar onde se abre espaço para descobertas inesperadas. A consistência, mais do que o talento ou o resultado imediato, é aquilo que realmente faz crescer uma prática artística. A alegria de desenhar, quando a conseguimos proteger da autoexigência excessiva, torna-se um motor poderoso para continuar.
  • Faça-nos viver a sua paixão e diga quais as vantagens para si! Tem outras paixões?

    A minha paixão pelas artes tem sido tudo menos linear. Houve momentos em que desenhar era absolutamente vital e outros em que não sentia qualquer vontade de o fazer. E isso ensinou-me algo importante: amar uma prática não significa estar constantemente imersa nela, mas sim saber que ela faz parte de mim, mesmo nos intervalos.

    Interesso-me por muitas outras coisas, e essa dispersão nunca me pareceu um problema - pelo contrário, sinto que enriquece o meu olhar. Gosto de jardinagem, de escrever, de cinema, de ler (sobretudo banda desenhada), e todas estas atividades, à sua maneira, alimentam o meu trabalho artístico. São formas de escuta, de observação, de presença.

    Se tivesse de apontar uma vantagem em ter a arte como paixão, talvez fosse essa: a arte obriga-me a estar no presente. Quando desenho, não estou a pensar no que passou, nem no que vem a seguir. Estou ali, no traço, na cor, na relação entre as formas. E esse estado de atenção plena - que hoje parece cada vez mais raro - é, para mim, profundamente valioso.

    A arte é também uma forma de relação com o mundo e com os outros. Não me interessa tanto pela técnica em si, mas pelo que ela pode abrir em nós e à nossa volta. E é isso que me faz voltar, mesmo depois de pausas: a certeza de que, através do desenho, posso estar mais perto de mim.
  • Está particularmente orgulhosa de algum projeto ou trabalho que realizou?

    Sim, há um projeto que guardo com especial carinho: o prémio que recebi na Casa das Histórias Paula Rego, com um desenho meu. Foi uma grande surpresa, não só pelo reconhecimento, mas porque me permitiu conhecer uma artista que sempre admirei profundamente.

    Esse encontro teve um peso forte para mim. Saber que um trabalho tão pessoal teve impacto suficiente para ser premiado, e que esse mesmo trabalho me levou até à presença da Paula Rego, foi um momento de enorme validação. Não tanto do ponto de vista técnico, mas no sentido de perceber que o que fazemos, mesmo que venha de um lugar íntimo, pode chegar a outros.
  • Já se surpreendeu com algum aluno, seja pela sua evolução ou capacidades?

    Sim, inúmeras vezes. Tenho-me surpreendido com muitos alunos - não necessariamente pelos resultados finais, mas pela forma como se entregam ao processo.

    Aquilo que mais me dá prazer é ver alguém sair da sua zona de conforto. Há uma tendência natural para repetir aquilo que já conhecemos ou dominamos, mas é quando os alunos se permitem experimentar algo novo - um material diferente, uma abordagem fora do seu estilo habitual - que a verdadeira transformação acontece.

    Evoluir, para mim, não é apenas fazer "melhor", é fazer "diferente", é ter coragem de arriscar e de se expor a outras possibilidades. Quando alguém se deixa tocar por essa curiosidade, é impossível não crescer com isso.
  • Ser um Superprof é uma obra de arte! Qual é o seu segredo?

    O meu segredo talvez seja a escuta. Tentar perceber onde está cada pessoa, o que precisa e como posso ajudá-la a crescer a partir daí. Dou muito valor ao processo e não apenas ao resultado. Cada aula é uma construção partilhada, onde se aprende a olhar com mais atenção.
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