Carlos Leger - Professor de Liderança - Araraquara
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Carlos Leger

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Empresário, Engenheiro Sênior, Consultor Internacional dá Coaching, Mentoring, Tutoring, para profissionais e empresários no interior de São Paulo - Araraquara, Ribeirão Preto, São Carlos, Jaboticabal

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Sobre Carlos Leger

Engenheiro Sênio, Empresário da área de Automação Industrial por 25 anos, Consultor Internacional em 21 países na área de Controle e Otimização de Processos, Escritor de Crônicas Científicas e Filosofia do Conhecimento, Investigador Acadêmico nas áreas de Genética Comportamental, Neurociência Cognitiva, Psicologia Social e Evolucionária, com 96 livros escritos, em mais de 18.000 páginas.

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O meu método de trabalho está baseado na liderança como o maestro de uma orquestra: ORQUESTRANDO A LIDERANÇA

"A primeira responsabilidade de um líder é bem definir a realidade. A última é dizer obrigado. Entre estes dois pontos, o líder deve servir." - Jacqueline du Pré

"Na gestão, a primeira preocupação da empresa deve ser a felicidade das pessoas que estão ligadas a ela. Se as pessoas não se sentem felizes e não podem ser felizes, essa empresa não merece existir." – Kaoru Ishikawa

[Excerto de um artigo de minha autoria}

Faltam quinze minutos para o início do concerto. Dediquei algum tempo para encontrar o melhor local, e de olho no piano solo. Mas agora estou absorto, e namorando cada detalhe da arquitetura desse majestoso lugar. O teatro Dom Predro II em Ribeirão Preto tem um estilo arquitetônico próprio, adequado a espetáculos de ópera foi fundado na tradição das salas italianas. Em mais de cinquenta anos de história superou a decadência, foi parcialmente destruído por um incêndio, e ficou eternizado como a “Caverna do Diabo” - quando o seu subsolo recebeu bailes carnavalescos. Quase posso ouvir os sons do passado...

A orquestra já está no palco, e sou despertado de minha viagem no tempo pelo ruído e caótico do espetáculo dos músicos afinando os seus instrumentos... Scheherazade de Korsakov e sua leituras das Mil e Uma Noites está prestes a desabrochar. 20:00 e nem mais um minuto, e o maestro entra em cena. Todos os músicos se levantam em reverência, e ele se dirige ao primeiro violino para uma saudação especial. Agora é hora de receber o pianista com nova reverência. O protocolo de cordialidade e respeito está cumprido, e concerto pode começar. Mas o maestro se dirige ao público, visivelmente emocionado, e captura gentil e alegremente a atenção de todos ao passear pela sinopse da obra que será executada.

De súbito, uma linguagem que ainda não era capaz de entender, transforma o antes caótico cenário, agora em relutante silêncio, em harmonia e música... Gestos ininteligíveis para minha parca compreensão da música clássica parecem fazer todo o sentido para esta maravilhosa orquestra. E logo fica muito claro que todos aqueles espetaculares e virtuosos músicos estão sendo liderados para conjurar um espetáculo magnífico, e muito maior do que suas possibilidades individuais.

Mas suspeito que o segredo de toda esta orquestração não resida simplesmente no aprendizado da linguagem corporal do maestro, mas em um protocolo muito mais sútil, embora poderoso e eficaz, e que pretendo investigar. Também noto que os músicos focam mais em suas partituras do que no maestro... Seria o maestro de alguma forma dispensável? Qual o seu papel? Maravilhosos e bem treinados músicos, suas partituras, pentagramas, notas, divisões rítmicas... não está tudo ali naqueles documentos?

Neste concerto em particular não pude deixar de notar a alegria do maestro e o seu papel como mestre de cerimônias, conectando a sinfonia e os músicos à audiência. Senti certa perplexidade e sabia que estava diante de um momento especial; e a minha cabeça fervilhava de ideias e pensamentos, enquanto passeávamos de forma allegro non troppo pela primeira parte: O mar e o navio de Simbad. E percebi que estava bem diante de um exemplo sólido e elegante de LIDERANÇA. E percebi a importância de que este líder estivesse feliz, satisfeito com o seu trabalho... e percebi também que isso transcendia ao amor pela música. Ele estava feliz por partilhar outras estórias, as estórias de cada músico, do compositor, da obra, da audiência, de Steinway, Stradivarius, e mesmo daqueles que construíram, restauraram e conservaram esse teatro. Todas estas estórias estão sendo contadas em um concerto ao vivo, e eu percebia isso pela primeira vez.

Reconheço certo viés extático, afinal estava envolto por esta inebriante névoa clássica, épica, lírica. Mas tudo fazia enorme sentido, e ainda faz, enquanto relembro esta experiência, para conectar esta estória agora escrita com a estória de cada um que a estará lendo e encenando em seu teatro privado – a mente. Mas não basta o lirismo, e aprofundo minha observação... Quero produzir alguma noção prática, tangível, funcional, dessa experiência. Tudo isso fluía durante a segunda parte, apinhada de solos e variações dinâmicas, ora lento, depois andantino, allegro molto, e finalmente con moto... para contar A história do Príncipe Kalender.

Passei a estudar o papel do maestro. E, analisando muitos vídeos, pude perceber que a minha analogia inicial, comparando um regente a um gestor, poderia estar equivocada; já que haviam diferentes tipos de maestros, diferentes estilos, indo da graça e elegância ao controle agressivo por meio de um gestual intimidante. E todos, em certa medida, pareciam funcionar perfeitamente. A minha esperança na analogia entre a regência e a gerência de um negócio parecia naufragar. Mas prossegui... até cruzar com a abordagem do maestro Itay Talgam, dedicada ao mesmo tema.

[Segue]

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